Historia baseada no Relatorio de Atividades Esparta  1988-2001

Joinville Country Club – 10 Anos – 1988 – 2001

Há 10 anos, Joinville ganhava um magnífico presente, fruto do idealismo e espírito empreendedor de alguns dos seus principais empresários. Uma instituição totalmente voltada à cultura, ao esporte e ao lazer. Uma trilogia que realmente faz a diferença na vida de todos nós.

Ao fundar o Joinville Country Club em setembro de 1991 (inicialmente batizado Joinville Golf & Country Club), tudo o que estes sonhadores tinham em mãos era um terreno degradado, com águas intermitentes e vegetação escassa, incapaz de abrigar sequer a fauna nativa. Mas o que seus olhos viam era a possibilidade de um belíssimo campo de golfe, trilhas para cavalgadas, lagos e terrenos residenciais. Após uma década, quem observa o JCC conclui que eles concretizaram o sonho e que, na verdade, o nosso clube tornou-se ainda muito maior do que o esperado.

Além de ser o m2 residencial mais valorizado da cidade, é um clube sem similar no estado, equipado para sediar competições amadoras e profissionais em diversas modalidades esportivas.

A maior atração natural do JCC é com certeza o lago. Ao observá-lo plácido e belo, não é possível supor sua origem, resultado de anos de exploração predatória de saibro em toda a antiga área do clube. Para preencher os inúmeros buracos formados naquela região, a Esparta, empresa fundadora do JCC, retirou material de onde hoje está o lago. A cratera resultante foi aprofundada até alcançar 140.000 m2, para mais tarde ser preenchida com água do Rio Cubatão. O que antes era um filete de. água morta transformou-se na fonte viva que abastece as lavouras vizinhas e várias indústrias. Hoje o lago do JCC também é considerado um importante manancial para a proliferação de diversas espécies de peixes como traíras, lambaris, saicangas, robalos, pacus, jundiás, saguarus, carpas, bagres e tilápias. Dele também usufruem pequenos animais da região, como corujas, canários, quero-queros, capivaras e lontras. Um exemplo de bom projeto ambiental, capaz de preservar espécies e contribuir para a qualidade de vida da comunidade.

Hoje, nossos visitantes costumam tornar-se tão entusiastas quanto nossos mais antigos sócios. Elogiam o desafio do campo, a paisagem idílica, a hospitalidade e a gastronomia. Não raro

surpreende-se uma exclamação sobre “a maravilha que vocês tem aqui!”, seguida da inevitável interrogação “quanto custa mesmo o título?”.Ao sorrir orgulhosos, nossos associados geralmente abrem os braços para receber o novo amigo e sua família. Não é à toa que entre 1996 e 1998 o quadro social praticamente dobrou, enquanto o clube adquiria um novo perfil ao ampliar significativamente suas instalações. Chegaremos ao final de 200 I com mais de 200 associados e a certeza de que este número aumentará progressivamente ao longo dos próximos anos.

O esporte tornou-se a paixão da maioria dos nossos sócios. Mais do que local ideal para atletas de fim de semana, o Joinville Country Club é o berço de esportistas dedicados, que vêm alcançando resultados cada vez melhores em competições estaduais e nacionais. Ao longo deste decênio, reputadas empresas como Prisma, Seguridade, Engepasa, Richter,Vettore,Akros,Tigre, Docol, Consul, Datasul,Transjoi, Country Automóveis, OTM, Supra,Tecnoperfil,TAM, CCF, Bom Preço,Le Canard, Camilotti, Miller,Thoratex, Dipiso, Safra,Antártida,Toff’s,Wiest, Novo Tempo, Sudameris, Fremax e Focus anualmente patrocinam nossos campeonatos de golfe, tênis e hipismo. Graças a este fundamental incentivo, nossos atletas alcançam colocações no ranking nacional e nossos capitães de golfe assumem cargos importantes como a presidência da Federação Paranaense de Golfe a diretoria da Confederação Brasileira de Golfe.

 

A Fundação da Esparta – 1988

A idéia de criar um complexo residencial dedicado ao esporte e lazer começou a tomar forma em fevereiro de 1988, quando Ninfo Valtero Koníg e Aldemir Dadalt fizeram a cavalo o primeiro reconhecimento de uma antiga granja leiteira na Estrada da Ilha, n° 1661.A área em Pirabeiraba, zona rural de Joinville, pertencia à Agroville e estava muito degradada porque há 20 anos vinha sendo usada para exploração de seixo por empresas particulares e pela Prefeitura de Joinville. Em março daquele ano, Dadalt e Kbnig reuniram um grupo de amigos, propondo a construção de um clube e condomínio naquele local. Participaram desta primeira reunião Max Bornhold, Pedro ElcédioAmbrósio, Rene Rollin,Adolar Pieske, José H.C. Loyola, Iberê Pires Condeixa, José Marcos de Oliveira Júnior, José A. Monzu Sanches e Carlos Roberto Hansen.Juntos, realizaram em abril a compra do terreno (cerca de 500 mil m2). Para empreender o sonho, formaram a empresa Esparta Empreendimentos e Participações Ltda., em 2 de maio de I 998. As atas da época revelam que o objetivo era desenvolver um condomínio com campo de golfe e hípica, um condomínio & c/ub sob os moldes dos empreendimentos norte-americanos, onde as decisões são tomadas pelos proprietários e executadas por um gerente contratado. O Sr. Rene Rollin foi convidado para a presidência, enquanto Aldemir Dadalt, Max Bornhold, Ninfo V König e Pedro Ambrósio tornaram-se os primeiros diretores gerentes.Instituindo como sede um escritório à Rua Princesa Isabel, n° 238/sala 703, em Joinville, a primeira providência da empresa foi romper o contrato para exploração de seixo com a Prefeitura Municipal. Em julho, a Esparta iniciou a drenagem das áreas inundadas em conseqüência da escavação para exploração de seixo, celebrando em setembro um contrato com a empresa de terraplanagem Rudnick, desta vez com as seguintes bases:

  •  Nenhuma nova área poderia ser destruída durante o processo de exploração de seixo
  • Todo material não aproveitável comercialmente seria depositado em áreas indicadas pela Esparta, visando recuperar os locais degradados.
  • O grande lago resultante do processo deveria ser entregue com as margens em talude de no máximo 45 graus, possibilitando a recuperação ambiental da área
  • A Rudnick remuneraria a Esparta pelo seixo removido, além de fornecer máquinas e equipamentos para preparação do campo de golfe e urbanização.

A execução destes serviços possibilitou o início da construção do campo de golfe. Desta forma a Esparta iniciava também suas imobilizações, através da compra de terrenos, tratores, cortadores de grama e da construção da primeira sede do futuro clube e condomínio.

 

A Fundação do JGCC 1989 a 1991

Em fevereiro de 1989 foi realizada a primeira reunião social da empresa, um churrasco sob as árvores onde mais tarde seria o Fairway do buraco I. Entre setembro de 89 e dezembro de 90, foi construída e mobiliada a primeira sede. Na mesma época retiraram-se os sócios José Carlos Vieira, José M. de Oliveira e José A. Monzu Sanches e ingressaram Paulo Roberto Linzmeyer e Gert Schmidt. Em agosto de 1991, associaram-se à Esparta Pierre M.B. de Richter e Felinto Koerber.

Em 12 de setembro de 1991 foi fundado o Joinville Golf & Country Club, disponibilizando à comunidade 500 títulos sociais. De acordo com a ata de fundação, os 13 sócios da Esparta à época assinaram o documento, tornando-se sócio-fundadores do JGCC:

Adolar Pieske                                  2 cotas

Aldemir S. Dadalt                          4 cotas

Carlos Roberto Hansen               1 cota

Felinto Koerber                             1 cota

Gert Schmidt                                   1 cota

Iberê Pires Condeixa                   1 cota

José H. C. Loyola                           1 cota

Max Roberto Bornholdt                  2 cotas

Ninfo Valtero Konig                           3 cotas

Paulo Roberto Unzmeyer                 1 cota

Pedro E/cédio Ambrósio                  1 cota

Pierre M.B. de Richter                        1 cota

Rene Rol/in                                             1 cota

 

Ampliando o JGCC – 1992 a 1993

A Esparta prosseguiu em sua meta de ampliar a área do clube, comprando mais 62.500 m2 do vizinho Oscar Pabst (atual buraco 2 e áreas residenciais). Logo em seguida, construiu o Pórtico de Entrada e as cavalariças que mais tarde originaram a Vila Hípica, num investimento de aproximadamente US$ 40.000,00. O campo de golfe também recebeu benfeitorias de irrigação e drenagem.

Em fevereiro, retirou-se o sócio Gert Schmidt e ingressou João Rufino de Bruns Neto.

No fim do ano de 1992, a Esparta investiu na compra um anteprojeto da Prisma Engenharia e Empreendimentos Ltda. para a construção da nova sede, mas a execução da obra foi adiada por demandar um alto volume de recursos, indisponíveis na ocasião.

No ano seguinte, a Esparta passou a gerar 12 empregos diretos, entre jardineiros, funcionários administrativos e instrutores de esportes.

 

1994 a 1995

Até então, a maioria das despesas do jCGC eram pagas e assumidas pela Esparta. Apesar do aumento do número de associados, a receita gerada pelas mensalidades não era suficiente para custear a manutenção do clube, que recebia da Esparta o auxílio para complementar sua receita,o que ocorreu até final de 1997. Novamente a diretoria da Esparta propôs a construção de uma nova sede, mas a opção da diretoria do clube ficou pela ampliação da antiga sede (agregando mais 75 m2 ao prédio original), numa reforma findada em setembro que custou cerca de US$ 50.000,00.

Também construiu-se em 1994 as quadras de tênis, piscina, estacionamento, parques, jardins e churrasqueiras, além de ser executado o projeto elétrico.

Nesta época, retiraram-se os sócios Iberê Pires Condeixa e Pierre M.B. de Richter, mas

ingressaram Engepasa S.A e Lusádio de Freitas. Em junho de 1994, Ninfo Y. Konig assumiu a presidência. Em outubro, a sede foi transferida para a sala 906 do Edifício Hannover, à Rua Abdon Batista, 121.

Em fevereiro de 1995 aconteceu o pior momento da história do clube. Com o rompimento da barragem do Rio Cubatão, foi destruída grande parte das benfeitorias realizadas no JGCC.

A água inundou cerca de 90% da área do clube, alcançando inclusive a sede. Todo o custo de reconstrução e recuperação após a enchente, cerca de R$ 358.000,00, foi prontamente absorvido pela Esparta. Após esta tragédia, foram efetuadas obras definitivas nas barragens do Rio Cubatão.

A nova instalação comprovou sua eficácia ao suportar posteriormente volumes de água

superiores aos da enchente de 1995, evitando o risco de novas inundações nas comunidades de Pirabeiraba e no JGCC.

Em outubro de 1995, a sede passou do Edifício Hannover para a Rua Expedicionário Holz, 376, local onde está sediada a empresa do atual presidente da Esparta, Aldemir S. Dadalt. Neste ano o clube passou a adotar sua denominação atual Joinville Country Club.

 

O Compromisso com o JCC – 1996

Por decisão da diretoria e do conselho do JCC, com anuência da Esparta, em 1996 os títulos sociais foram transformados em patrimoniais. A Esparta transferiu então para o JCC todo o seu imobilizado, incluindo o direito de propriedade da área do clube e benfeitorias (560 .000 m2 com campo de golfe, sede social mobiliada, piscina e playground, quadras de tênis, minigolfe, pista de skate, hípica, acessos, instalações, pórtico, máquinas e equipamentos), no valor de aproximadamente US$ 1.240.900,00 através de documento de enfiteuse (arrendamento perpétuo).

A empresa manteve sob sua propriedade apenas as áreas destinadas a residências e chalés.

Como pagamento pela transferência, a Esparta recebeu os títulos do JCC.

Por conta desta cessão, o JCC deveria repassar à Esparta o produto da venda dos terrenos e dos 500 títulos. Após o repasse da venda integral dos títulos patrimoniais, a Esparta assumiria o compromisso de construir uma nova sede e outras benfeitorias. Embora no Contrato de Aforamento feito com o Clube não haja uma cláusula formal estabelecendo este compromisso, a empresa manteve este acordo ao longo dos anos seguintes. Mesmo não tendo recebido do JCC o valor total referente à venda dos títulos (até dezembro de 2000 restavam ser vendidos cerca de 280 títulos), a Esparta iniciará ainda em 200 I a construção de uma nova sede para o clube.

Em julho de 1996 ingressou o sócio Álvaro C. G. Neves. Aldemir S. Dadalt assumiu a presidência, tendo Lusádio de Freitas e Paulo Roberto Linzmeyer como Diretores Gerentes. O ano foi encerrado com um investimento total no JCC de cerca de US$ 3 10.000,00, distribuídos em benfeitorias no campo de golfe, quadra de tênis, hípica, quiosque, lago, piscina, escritório e terrenos.

Móveis, máquinas e equipamentos de segurança, energia e telefonia também receberam incrementos.

 

Mais Benfeitorias – 1997 a 1999

Neste período a Esparta iniciou a construção do primeiro conjunto de chalés, com 10 unidades, denominado Beach Club. Com a entrada da Engepasa no quadro societário, foram contratados desta empresa serviços de pavimentação e infra-estrutura, totalizando neste biênio investimentos de aproximadamente US$ 270.000,00. Em julho de 1998, a empresa promoveu uma reunião com os condôminos do JCC, propondo a formação de um condomínio independente. A proposta foi aprovada por unanimidade e imediatamente implantada. Também neste ano promoveu a instalação da caixa d’água do JCC. Em 1999 a Esparta iniciou a construção do River Club, um segundo conjunto de chalés, desta vez com 12 unidades. Para esta obra, a empresa utilizou dois terrenos comprados em 1998, no valor de US$ 67.000,00.

 

2000 a 2001

Buscando implementar melhorias na pista asfáltica e corrigir metragens em lotes já comercializados, a Esparta comprou o terreno do vizinho Sr.Werner Hardt.As melhorias foram executadas e, ainda em 2000, a Esparta elaborou um completo dossiê relatando todo o processo de benfeitorias implementado no JCC (sistema de esgoto, recuperação da fauna e flora, povoamento do lago, etc.), solicitando aos órgãos ambientais competentes considerarem o JCC como “Área em Recuperação Ambiental”. Esta condição foi aceita, permitindo ao empreendimento conduzir com mais agilidade todos os processos legais referentes à construção de moradias e ampliação do campo de golfe, dentre outras benfeitorias. Esta designação também evidenciou o incontestável trabalho ambiental desenvolvido pela Esparta no JCC.

Em junho de 2000 a Esparta comprou mais um lote vizinho, o antigo milharal em frente ao River Club. Na nova área de  11.850 m2 foram implantados oito novos terrenos residenciais para o Condomínio do JCC.

No final de 200 I, a empresa decidiu contratar a Audisul Auditores Independentes S/C para uma auditoria desde sua constituição até 31 de dezembro de 2000. O relatório apresentado pela auditoria concluiu que, até aquela data, a Esparta havia realizado despesas com manutenção e infra-estrutura do jCC que somavam R$ 756.040,11. Na intenção de continuar a promover o aprimoramento do jCC, a Esparta estima em cerca de R$ 449.40 I ,00 o valor de seus futuros investimentos nos terrenos do jCC, além dos R$500.000,00 estimados para a construção da nova sede. Em abril, a diretoria da Esparta formalizou aos sócios do clube sua intenção em também finalizar a segunda etapa das obras de instalação de água, eletricidade e telefonia no condomínio e construir a cerca de segurança nas divisas do clube.

A análise destes 13 anos de atividades demonstra que, apesar da empresa ter sido fundada com fins lucrativos, durante este período nenhum sócio da Esparta auferiu lucros com suas atividades.

Mesmos as importâncias pertencentes aos sócios da Esparta foram compulsoriamente destinadas ao clube. Assim, todos os recursos obtidos entre 1988 e 200 I foram aplicados na criação, manutenção e desenvolvimento do Joinville Country Club.Afinal, esta é a história de um sonho transformado em realidade, através de trabalho, dedicação e empreendedorismo.

 

Realização

Este relatorio foi compilado e redigido por Deborah Villas-Bôas/ Softweb Assessoria de Imprensa & Soluções de Informatica em 15 de setembro de 2001.

As fotos são procedentes dos arquivos particulares de associados, da jornalista responsável, secretaria do JCC e divulgação.

Todas as informações aqui contidas estão documentadas através dos arquivos da empresa, arquivos do Joinville Country Club e do relatorio apresentado em 26 de janeiro de 2001 pela Audisul Auditores Independentes S/C.

 

Diretoria

Esparta Empreendimentos e Participações Ltda.

Mensagem do Presidente


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